25 de agosto – dia de São José de Calasanz

>>25 de agosto – dia de São José de Calasanz

O Colégio São José – Escolápias é uma instituição de ensino que foi criada a partir da visão e modo de ser, a qual chamamos de carisma, de São José de Calasanz. Quem buscou o seu ideal de educação foi Santa Paula Montal, que a sua época queria levar o mesmo jeito de educar de Calasanz para as meninas da Espanha.

São José de Calasanz, o fundador da primeira escola popular cristã da Europa e dos Padres Escolápios. Ele nasceu em 1557, em Peralta de la Sal (Aragão, Espanha). Foi um homem singular, nos planos de Deus e na história da educação.

Aos 35 anos, com o título de doutor em teologia, embarcou para Roma com intenção de voltar em breve; não imaginava que em Roma encontraria sua vocação definitiva.

Roma, naquele final do século XVI, estava invadida por uma imensa multidão de “excluídos”; peregrinos, pobres, doentes. Forte miséria social e moral. Calasanz foi descobrindo o dramático rosto da pobreza e da ignorância, o abandono da maior parte da população. Não foi insensível a essa realidade.
A educação era privilégio de poucos; crianças e jovens perdiam a vida jogados na rua, incapazes de sair de sua situação de abandono, privados de cultura e futuro. As escolas eram insuficientes e com pouquíssimos recursos.

Em 1597 começou a trabalhar com entusiasmo numa escolinha de periferia, com crianças pobres, e foi crescendo no seu coração o desejo de assumir uma difícil missão :“oferecer educação a meninos e jovens abandonados, levando-os a descobrir o valor da vida, despertando neles o desejo de ser alguém, de libertar-se das ignorâncias, de ser filhos de Deus”.

Em 1600, levou a escolinha, popular e gratuita, para dentro da cidade, pois a situação de pobreza era generalizada. A obra foi crescendo. Procurou ajuda em Instituições existentes, mas não achou resposta adequada; ninguém apostava em “escola para pobres”. Só os filhos dos ricos recebiam uma adequada educação. Ficou sozinho.
Com muita fé em Deus e amor pelos pequenos abandonados, fez a definitiva opção de sua vida: “encontrei em Roma a melhor maneira de agradar a Deus, educando as crianças pobres, e nunca abandonarei esta tarefa”. Descobriu sua vocação “na entrega total à educação do menor carente”, que se revelava, aos olhos de Calasanz, como um espelho da face misericordiosa de Deus. Este foi o grande acontecimento que mudou sua vida.

Calasanz, que aspirava a ter cargos importantes, renunciou a tudo e aprendeu a ser humilde. Deixou de lado o prestígio, e dedicou sua vida a uma profissão considerada na época como muito desprezível. Começou a viver austeramente, para poder doar-se melhor aos pequenos; com eles partilhou seu tempo e dinheiro, sua vida.
Sua obra foi ganhando espaço; chegaram mais alunos; ensinava a ler e escrever, e os bons costumes da piedade cristã. Estava nascendo, de forma silenciosa e humilde, uma das obras mais importantes daquela época, confirmando um direito fundamental de toda pessoa: “o direito a ter educação, a ter uma escola gratuita e popular”.
O caminho não foi fácil. Os meninos aumentavam todo dia e as escolas enfrentavam inúmeros problemas: falta de locais apropriados, dificuldades econômicas, falta de professores que aceitassem com alegria o trabalho com os pobres, algumas calúnias e até invejas.

Tudo foi superado pela profunda convicção do valor daquela obra; com fé inabalável e com generosa dedicação. Calasanz nunca voltou atrás, foi fiel até os 91 anos. Fidelidade feita de sacrifício, trabalho generoso, oração e constante presença de Deus; confiante, paciente, humilde; sereno e sempre firme; apesar das muitas contradições, homem feliz. Sem essa fé total e sem essa grandeza de espírito, a “Escola Nova” de Calasanz não teria ido para frente.
Pouco a pouco, a escola para crianças pobres foi tomando consistência. Era um projeto singular. “Primeira Escola Popular Gratuita da história”, escola universal, aberta a todo tipo de pessoas: católicos, protestantes, judeus. Nunca suas portas se fecharam para ninguém.

“Encontrei a melhor maneira de agradar a Deus, educando as crianças pobres, e nunca abandonarei esta tarefa” Calasanz

Calasanz viu nos pobres a figura de Jesus. Sua obra não era uma simples filantropia; seu amor às crianças humildes era um “sinal do Reino de Deus”. Foi Jesus quem disse: “quem recebe uma criança em meu nome, é a mim que recebe”. Calasanz encarnou na sua vida o amor preferencial de Jesus pelos pequenos; suas escolas foram fundadas para servir a Cristo neles. É assim que Calasanz queria manifestar e viver seu seguimento de Jesus, encarnado na entrega total aos “pequenos-pobres”.

 Fontes:

  1. https://scolopi.org/calasanz/
  2. http://www.paroquiasjc.com.br/site/a-paroquia/padroeiro/
By |2019-09-19T08:46:48-03:0022/08/2019|Notícias|

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